Hoje, no Dia Mundial do Sonho, gostaria de vos falar um pouco sobre o que se sabe sobre o sonhos e que impacto poderá ter na vida dos mais pequenos.

Os sonhos na nossa vida, aqueles que existem enquanto dormimos, surgem ainda quando estamos na barriga da nossa mãe. “Quando estão nas barrigas das mães, os bebés sonham em 80 por cento do tempo. Quando nascem, têm comportamentos que lhes asseguram a sobrevivência. Temos memórias nos nossos genes, que asseguram a sobrevivência da espécie”, segundo Teresa Paiva, médica neurologista e a que eu considero a maior especialista sobre o sono portuguesa. Sonhar permite-nos resolver problemas ou até entendermos o impacto que alguns acontecimentos têm na nossa vida.

Na infância, principalmente a partir dos 24 meses, a criança começa a ter noção que sonha e, muitas vezes, os seus sonhos representam os seus medos, as suas emoções, as suas frustrações. Esta noção de que existem estes fenómenos oníricos, coincide com a fase das birras, de maior frustração.
É nesta fase, que a criança começa a manifestar estranheza perante a existência dos sonhos, que devemos explicar o que são, o que os diferencia da realidade. Como já disse, noutro artigo, é importante explicar que somos nós, a “nossa cabeça” que cria os sonhos enquanto dormimos. Foi assim que expliquei à minha filha, o que era sonhar e ela passou a contar-me os seus sonhos da seguinte forma: “mãe, eu hoje fiz um sonho… sonhei que…“. Ou seja, a criança pode entender a diferença entre a realidade e sonhar, diminuindo o impacto negativo de alguns sonhos. Se os sonhos forem de temas recorrentes, sempre com um lobo, sempre com uma bruxa, é importante retirar a carga negativa destas personagens, não desvalorizando, mas mostrando como um lobo até pode ser amigo ou a bruxa até pode ser engraçada.

Um dia superestimulante pode implicar mais matéria onírica e implicar, também, mais pesadelos na infância. Os pais devem ajudar a equilibrar os estímulos durante o dia, diminuindo o contacto com ecrãs ou contendo momentos demasiados excitantes, para os quais a criança poderá ainda não estar preparada.
Os pais devem contar que também sonham e o que sonham. Partilhar sonhos, é partilhar o que somos, o que sentimos e o que queremos.
As crianças têm uma grande capacidade para sonhar a dormir e acordados, por isso, cabe-nos a nós, ensinar a sonhar, ensinar a não ter medo de sonhar, a não ter medo de enfrentar os riscos de sonhar e acreditar que tudo é possível! 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *