É natural que haja curiosidade sobre se o que ando a “pregar” também funciona na minha casa, por isso, a pergunta sobre se a minha filha dorme bem é recorrente. Para quem não sabe, sou mãe de uma princesa de 6 anos e, não vos minto, quando respondo que lá em casa sabemos o que é noites inteiras de sono há muito tempo. Enganam-se se acharem que é fruto da sorte ou que é algo inato e a minha bebé nasceu uma boa dorminhoca. Até aos 2 meses, a minha filha fez-nos ver o sol nascer muitas noites, sem ter “pregado olho”. Desculpava-mos tudo, pensando que esta dificuldade com o sono tinha como causa, apenas e só, as cólicas.

Na altura, eu já tinha lido alguns livros sobre o sono dos bebés, mas uma coisa é a teoria, outra é “pôr a mão na massa”. Um dia enchi-me de coragem (é preciso para querermos mudar), comecei a reler tudo e a colocar em prática. E, não é que em apenas um fim-de-semana, houve mudanças surpreendentes no sono da “piquena”!

Foi uma mudança “Uau” e, finalmente, o pai e a mãe puderam dormir juntos toda a noite, pois já fazíamos turnos, pois o papá precisava de ir trabalhar no dia seguinte. Pudemos finalmente, acalmar a nossa ansiedade, saber em que momentos podíamos namorar, jantar, dormir sem andar num corropio aflitivo, entre adormeceres e despertares.
Claro que não existem receitas universais para todos e é evidente que cada criança é uma criança e que existem muitos factores que influenciam o bom sono na infância, mas garanto-vos que existem soluções para as dificuldades com o sono.

Assim, desde os 2 meses, a minha princesa começou a dormir 6 horas seguidas, foi aumentando as horas de sono contínuo progressivamente até estabilizar, por volta dos 6 meses. Ah! Um pormenor muito importante: não foi por não ser uma criança amamentada que começou a dormir bem. A minha filha foi amamentada, não em exclusivo, pois foi necessário suplemento algumas vezes, até aos 6 meses. A amamentação terminou nessa altura por não ter conseguido conciliar a volta ao trabalho com a amamentação, tendo a produção de leite diminuído drasticamente.

Também é importante dizer que o sono da minha filha continuou a correr bem até agora porque existe uma manutenção constante, ou seja, as estratégias que utilizamos vão sendo adaptadas à sua idade. Passamos por momentos típicos de regressão no sono, principalmente por volta dos 9 meses e dos 18 meses. Mas, quando os bons hábitos estão instalados e os pais sabem como hão de responder a estas fases, é muito mais fácil ultrapassá-las.
Por isso, acredite, se em sua casa ainda não se dorme bem, é possível alterar esse cenário, com coragem, determinação e persistência!

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